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quinta-feira, setembro 01, 2011

Reply Addict

Caçar uns aos outros, é o que melhor fazemos. Mas temos que concordar que somos capazes de proezas mais sábias e nobres, né, brothers and sistas? Vociferar contra a falta de cultura alheia. Cantar de galo como se fosse o rei da bocada culta e se auto-intitular sapiente é algo comum na batalha de egos diárias, principalmente no meio on-line.

Acabamos por perder um tempo preciosíssimo de nossas vidas, já fadadas à tosquice nesse dilúvio burocrático que é o cotidiano, quando ficamos tentando provar nessa virtualidade que somos fodas, lindos, preciosos e samurais verborrágicos.

Capacitação, inspiração, acidez, prolixidade, inutilidade, panelismo. Um emaranhado de características pseudo-nobres e neo-loserianas formam esse balaio de gato, e caímos nele, e lá ficamos, presos, por tempo demais, até.

Eu tenho meu próprio antídoto para me desimpregnar. Tento sair da frente das telas, como por exemplo, indo passar um final de semana no meio do mato, pegando lenha pro fogão acender, apartando as vaquinas e colhendo tomatinho cereja no sítio dos meus pais. Funciona. Ar puro de verdade e água despoluída acabam me fazendo bem. Daí, nas segundas-feiras da vida, volto prontinho pra me prostituir de novo nesse bordel encantado das asneiras de todos os dias.

quarta-feira, agosto 31, 2011

Lar, Agridoce Lar

Meu pai chega com mais uma reportagem sobre os malefícios do fumo. E bem no instante em que pensava em fumar um cigarro e não tinha mais nenhum. Meu humor estava péssimo, minha preguiça calorenta aumentava e um bebê começava a chorar. Era o apocalipse.

O texto não desenvolve. A raiva aumenta. Os tiques começam a aparecer. Barulhos de chave, barulho de TV, barulho da máquina de lavar, barulho da rua, falação, falação, falação.

Mas é provisório, pensava comigo. Vai passar, vou embora logo, vou conquistar meu canto novamente, vou poder andar pelado em casa novamente.

Discussão, histórias longas, muitos planos infalíveis e promessas de uma nova história e uma oportunidade imperdível. Tudo água abaixo, tudo desesperançoso. O que pensam sobre mim? Que sou um perdido e sem rumo, provavelmente. Mas é só uma questão de subir o morro a pé e não se desesperar porque a gasolina acabou. Estou a pé.